sábado, 17 de junho de 2017

[182] Resenha: Sociedade J. M. Barrie | Barbara J. Zitwer


Título: Sociedade J. M. Barrie
Autor(a): Barbara J. Zitwer
Editora: Novo Conceito
Páginas: 288
Saiba mais: Skoob
Sinopse: Após passar por altos e baixos na vida, Joey ­ finalmente tem uma grande oportunidade: a empresa de arquitetura onde trabalha decidiu mandá-la para Inglaterra para supervisionar a restauração de uma antiga casa. A Stanway House é o lugar onde J. M. Barrie teria escrito Peter Pan, o livro favorito de Joey. Entretanto, a tarefa se mostra mais difícil do que ela imaginava. Até que um dia, enquanto corria pelo parque, Joey conhece um grupo de alegres octogenárias. Elas são membros da Sociedade de Natação de Senhoras J.M. Barrie. O desafio delas é nadar nas águas geladas do lago. A cada dia de Natal, desde 1864, os membros da Sociedade fazem uma competição ao ar livre. J.M. Barrie era o patrono e deu aos participantes um troféu, agora conhecido como Troféu Peter Pan. Essa sociedade, adorável e divertida, transforma a vida de Joey, e marca o início de uma amizade que a mudará de maneira inesperada. Encontrar o amor é muitas vezes apenas um mergulho em nós mesmos.

Joey é uma renomada arquiteta nova iorquina e também é o tipo de pessoa casada com o trabalho, principalmente após ter sofrido algumas desilusões amorosas. Um dia ela recebe a notícia de que foi escolhida para realizar o trabalho da sua vida, reformar a mansão Sanway House, que dizem ter sido o lar do escritor J. M. Barrie enquanto o mesmo escrevia sua história mais famosa, Peter Pan. Joey fica muito empolgada com essa oportunidade, já que Peter Pan é o seu livro favorito, e logo parte para a Inglaterra.

Nessa viagem, Joey acaba reencontrando sua grande amiga Sarah. Ao contrário dela, Sarah vive os melhores momentos de sua vida, hoje casada e com quatro filhos. E com essas vidas opostas, acaba surgindo alguns desentendimentos entre as duas, que podem custar o preço da amizade.

"Conan Doyle uma vez escreveu que Barrie era um homem “que não tinha nada de pequeno a não ser o corpo”. Joey não sabia que Barrie era tão baixinho – só 1,50 metro. Ele devia sentir-se como o menino que nunca crescia. Quanto mais coisas Joey descobria sobre James M. Barrie, mais gostava dele. Barrie gostava dos amigos e eles se tornaram sua família. Joey não conseguia deixar de pensar em Sarah. Será que elas conseguiriam ser amigas para sempre como Barrie e Doyle?"

Apesar do abalo desse reencontro, o trabalho de Joey continua a todo vapor, mas a sua rotina diária com a reforma começa a mudar quando, em um de seus passeios matinais, ela vê uma senhora se afogando no lago da propriedade e pula para salvá-la, porém ao chegar lá, ela percebe que a senhora não estava se afogando, mas sim nadando. Esta senhora é só uma dentre as integrantes da Sociedade de Natação J. M. Barrie, um grupo de senhoras que praticam natação e todo ano realizam uma competição no lago. A partir desse momento, Joey passa a conhecer e se envolver com esse excêntrico grupo de senhoras, aprendendo muito sobre amizade, amor e, principalmente, sobre si mesma.

"— Ninguém consegue fazer outra pessoa feliz — opinou Viv — se ela não estiver feliz consigo mesma."

Antes deste livro, se alguém perguntasse para mim quem era J. M. Barrie? Eu, com certeza, não conseguiria dar uma resposta, pois meu conhecimento sobre o clássico Peter Pan é bem superficial. Quando eu vi este livro, achei que a história seria algo diferente, não que isso seja algo negativo, mas confesso que me decepcionei um pouco. Contudo, posso afirmar que a autora escreve muito bem, personagens, emoções, diálogos, tudo é bem construído e escrito.

Joey é aquele tipo de personagem que você gosta logo de cara, ela é uma mulher solitária, presa em si mesma e cética em relação ao amor, ela sempre afastou as pessoas e preenche a sua vida se dedicando totalmente ao trabalho, acompanhar o desenvolvimento e, por assim dizer, desabrochar de Joey durante o livro é ótimo, ela cresce e aprende muito com seus erros e atitudes do passado, e principalmente com as senhoras da sociedade de natação. Ela se torna outra mulher, mais aberta as pessoas, as possibilidades e ao amor.

“Joey sentia-se em união com a água, com a brisa, com o céu e o dia, com sua vida e com tudo da vida. Tudo o que via — pássaros, árvores, o sol, o mato — de repente pareceu mais vivo, mais definido, renovado.”

Aggie, Viv, Gala, Meg e Lilia, são as tão faladas nadadoras, elas tem uma amizade que dura décadas, cada qual com sua história, suas tristezas e conquistas, elas têm muito a ensinar à Joey e ao leitor, compartilhando de momentos divertidos e emocionantes. Sarah, a amiga de Joey, é outra personagem que contribui com o crescimento da protagonista, a relação e reconstrução da amizade das duas é sincera e verdadeira, gostei da forma como a autora desenvolveu isso.

Sociedade J. M. Barrie é um drama bem escrito, emocionante e com personagens bem construídos. Uma história leve que tem muito à ensinar, mas que me decepcionou um pouco por não ser o tipo de livro que eu esperava ler, mesmo assim recomendo a leitura.



12 comentários:

  1. Oi tudo bem?
    Nunca tinha ouvido falar desse livro mas irei ler amo livros que tratam sobre amizade, adorei a resenha.

    Beijos

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  2. Olá! Nunca tinha ouvido falar do livro nem a autora, mas fiquei super curiosa para conhecer! Vou procurar aqui em Portugal!
    Parabéns pela resenha!

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  3. Oiii Manoel tudo bem?
    Fiquei bastante interessada em realizar a leitura do livro em si, parece trazer bastante aventura e fantasia, quem sabe futuramente eu dê uma oportunidade, ótima resenha.
    Beijinhos

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  4. Pra começar: que capa linda! Eu com certeza compraria esse livro só pela capa. O fato da autora ser nacional já me da um segundo motivo pra ler a obra e a tua resenha fechou minha vontade! Certo que vou anotar a dica!

    Bjos

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  5. Heiii, tudo bem?
    Conhecia a obra quando foi lançada, mas essa é a primeira resenha que leio.
    Meu conhecimento sobre o clássico Peter Pan também é bem superficial e gostei de saber que tem um livro que relembra esse personagem que a gente cresceu ouvindo suas histórias.
    Uma pena que tenha se decepcionado um pouco, mas gostei assim mesmo dos pontos positivos ressaltados.
    Adorei. Beijos.

    Livros e SushiFacebookInstagramTwitter

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  6. Oi, Manoel
    Pena que se decepcionou um pouco com o livro. Que bom que pelo menos a escrita vale a pena. E que gostou da protagonista.
    Não sei se leria, mas quem sabe.

    Livros, vamos devorá-los

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  7. Também conheço pouco sobre J.M. Barrie, basicamente o que vi em um filme que apresenta uma versão sobre como ele criou Peter Pan. A capa é muito bonita. Chamaria a minha atenção em qualquer lugar. O livro reúne elementos que gosto e espero não me decepcionar com ele quando encontrá-lo. Obrigada pela dica!

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  8. Oi, Manoel! Eu já visto essa capa no Skoob, mas nunca soube do que se tratava a história. Eu pensava que era do gênero fantasia, ainda mais quando você mencionou na resenha sobre o autor de Peter Pan, mas me enganei totalmente haha. Mesmo contendo algo mais leve, o enredo me surpreendeu e me deixou curiosa para conferir essa história. Sua resenha está ótima, dica anotada com certeza. Bjss!

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  9. A história parece ser bem interessante e eu ainda não conhecia o título e nem a capa, mas confesso que gostei bastante.
    Adorei sua resenha.

    Bjs
    Suka
    http://www.suka-p.blogspot.com.br

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  10. Oie! Tudo bem?

    Já vi a capa desse livro por ai, mas nunca havia lido nenhuma resenha sobre ele, mas infelizmente a proposta da obra não despertou meu interesse na leitura, vou passar a dica por enquanto, mas como amei essa capa com certeza em algum momento irei atrás da obra para conhece-la melhor!

    Bjss

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  11. Olá, tudo bem?

    Gente, como é que eu não conhecia essa história? Adoro histórias assim. Aprendemos muito. Vou colocar na lista! Sua resenha me deixou encantada. Parabéns.

    Beijos
    Laneh Martins

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  12. Oiii!

    Fiquei feliz em saber que mesmo não sendo o estilo de livro que você procurava, foi uma leitura agradavel. Não li nada da autora ainda, até mesmo Peter Pan sei bem por cima o enredo. Não me atraiu, mas quem sabe um dia...

    Beijinhos,

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